Tá aí um ótimo exemplo de pergunta retórica, aquelas não são feitas para serem respondidas. O professor do Estado de Pernambuco realmente não tem opção na hora de votar. Se Eduardo ganhar, sofreremos mais quatro anos. Se Jarbas ganhar, existe a vantagem de poder vingar-se de Eduardo Campos, mas aí o sofrimento pode durar o dobro: oito anos. Quem quiser, pode arriscar nas terceiras vias que há. Dificilmente ganharão. A vitória numa eleição envolve dinheiro acima de tudo. E se ganhassem, mudariam a condição do professor?
Já vi presidente do Brasil que foi professor, já vi presidente do Brasil torneiro mecânico. Que diferença fará a profissão do próximo presidente para a educação neste país? Que diferença faz quem será o governador? Lula melhorou muita coisa, construiu muitas escolas técnicas e universidades no interior. Porém, o professor, mesmo universitário, ainda ganha muito pouco, se levarmos em conta sua formação. E o brasileiro em geral continua analfabeto.
Com o que ganha, nem mesmo o professor acredita na educação. E para o professor do Estado de Pernambuco não há esperança. A única solução parece mesmo ser sair. Louvados sejam os médicos do Estado que, em 2008, pediram demissão. Abençoados sejam por terem condições de fazer isso. Espero que estejam bem, seja onde for que estiverem. Porém, se os professores pudessem fazer isso, nem adiantaria. Qualquer um seria contratado para dar aula. As aulas não são para ninguém aprender, são para mostrar na imprensa que há aula. Um povo, cuja fonte de informação é apenas o que sai na televisão e na imprensa em geral, está completamente perdido. Com esses candidatos ao governo de Pernambuco, estamos todos de luto.
Professor, boa sorte!