Assisti pela segunda vez ao filme Gandhi (1982) e fiquei novamente impressionado como aquele homenzinho empreendeu uma luta contra as injustiças que vivia: o racismo e a colonização britânica. Entretanto, não foi nada fácil. Diversas vezes tentaram calá-lo com prisões injustas. E, ao fim da vida, um radical indiano o assassinou. Apesar disso, a postura de Gandhi continua sendo um grande exemplo para todos nós.
Recentemente Eduardo Campos criou e fez aprovar-se uma lei que reduz os ganhos de parte dos professores. Não é de hoje que os docentes do Estado de Pernambuco são massacrados. Jarbas também soube oprimir essa classe como poucos. No entanto, Eduardo Campos, o neto de Arraes, está tentando e sendo muito exitoso na superação de Jarbas nesse quesito. O salário que o governador oferece ao professor não permite que este tenha uma conta telefônica ou de internet. Mencionar carro aqui seria loucura. Os que possuem esses bens ou ganharam ou têm dois ou três empregos. Trabalham não raro de domingo a domingo. Imaginem um professor com uma mulher e três filhos. Ambos professores do Estado de Pernambcuo. Ou se matam de trabalhar, ou passam fome. Esses intelectuais estariam proibidos de pensar e de estudar. A classe política estadual precisa de um professor que não reflita, que não leia, pois é ele quem lida diretamente com o povo. Um professor despreparado não dispõe de condições de transformar a consciência popular, de acordar a população para seus direitos e para sua força. O professor pernambucano, para falar de nossa situação, está cada vez mais ele próprio parecido com o povo: miserável e alienado. Não filosofa quem mal tem o que comer.
Eduardo, embora pose de socialista, aprendeu bastante com a extrema direita. Apesar de já ter lido tanto sobre o nazismo, não saberia afirmar com segurança se Josef Goebbels foi tão bem sucedido na manipulação da propaganda quanto o neto de Arraes. Eduardo compra o Travessia à Rede Globo e distribui os três maiores jornais em circulação em Pernambuco para os professores. Ele não fez licitação com os jornais para saber qual seria mais barato, nem perguntou aos professores qual eles gostariam de receber. Se procedesse dessa forma, ele correria o risco de desagradar a alguém na imprensa pernambucana. Fato é que a grande imprensa local hoje vende ao governo. E “o cliente tem sempre razão”.
A indignação dos professores é grande, mas fica abafada no peito, com exceção dos poucos colegas que ainda estão empenhando algum esforço para mudar esta situação. O professor, por conhecer um pouco a lei e os livros, tornou-se muito domesticado. Tornou-se inofensivo. Muita gente fica impressionada como os policiais militares, muitos têm o ensino fundamental, pois os concursados com ensino médio não são a única realidade na PM, conseguiram um salário que é o dobro dos vencimentos dos docentes pernambucanos. Ora, a polícia trabalha com uma arma na mão. Estão afeitos à luta, a matar ou morrer ou a ver morrer. Se o governador se metesse a besta com eles, não seria apenas com discurso que tentariam mudar a situação. Na época de Arraes, na greve da polícia, os militares chegaram a trocar tiros entre si na luta por seus direitos. Não basta estar com a razão para obter-se um salário digno. Há alguns dias a PM desarmada fez uma marcha, porque os vencimentos deles não foram igualados ao da Polícia Civil, que também tem apenas ensino médio. Cobertíssimos de razão. E quanto nós, pós-graduados, merecemos? Gandhi não estava disposto a matar, ainda assim estava disposto ao sacrifício, a morrer. Precisamos de professores e de professoras assim.
Recentemente Eduardo Campos criou e fez aprovar-se uma lei que reduz os ganhos de parte dos professores. Não é de hoje que os docentes do Estado de Pernambuco são massacrados. Jarbas também soube oprimir essa classe como poucos. No entanto, Eduardo Campos, o neto de Arraes, está tentando e sendo muito exitoso na superação de Jarbas nesse quesito. O salário que o governador oferece ao professor não permite que este tenha uma conta telefônica ou de internet. Mencionar carro aqui seria loucura. Os que possuem esses bens ou ganharam ou têm dois ou três empregos. Trabalham não raro de domingo a domingo. Imaginem um professor com uma mulher e três filhos. Ambos professores do Estado de Pernambcuo. Ou se matam de trabalhar, ou passam fome. Esses intelectuais estariam proibidos de pensar e de estudar. A classe política estadual precisa de um professor que não reflita, que não leia, pois é ele quem lida diretamente com o povo. Um professor despreparado não dispõe de condições de transformar a consciência popular, de acordar a população para seus direitos e para sua força. O professor pernambucano, para falar de nossa situação, está cada vez mais ele próprio parecido com o povo: miserável e alienado. Não filosofa quem mal tem o que comer.
Eduardo, embora pose de socialista, aprendeu bastante com a extrema direita. Apesar de já ter lido tanto sobre o nazismo, não saberia afirmar com segurança se Josef Goebbels foi tão bem sucedido na manipulação da propaganda quanto o neto de Arraes. Eduardo compra o Travessia à Rede Globo e distribui os três maiores jornais em circulação em Pernambuco para os professores. Ele não fez licitação com os jornais para saber qual seria mais barato, nem perguntou aos professores qual eles gostariam de receber. Se procedesse dessa forma, ele correria o risco de desagradar a alguém na imprensa pernambucana. Fato é que a grande imprensa local hoje vende ao governo. E “o cliente tem sempre razão”.
A indignação dos professores é grande, mas fica abafada no peito, com exceção dos poucos colegas que ainda estão empenhando algum esforço para mudar esta situação. O professor, por conhecer um pouco a lei e os livros, tornou-se muito domesticado. Tornou-se inofensivo. Muita gente fica impressionada como os policiais militares, muitos têm o ensino fundamental, pois os concursados com ensino médio não são a única realidade na PM, conseguiram um salário que é o dobro dos vencimentos dos docentes pernambucanos. Ora, a polícia trabalha com uma arma na mão. Estão afeitos à luta, a matar ou morrer ou a ver morrer. Se o governador se metesse a besta com eles, não seria apenas com discurso que tentariam mudar a situação. Na época de Arraes, na greve da polícia, os militares chegaram a trocar tiros entre si na luta por seus direitos. Não basta estar com a razão para obter-se um salário digno. Há alguns dias a PM desarmada fez uma marcha, porque os vencimentos deles não foram igualados ao da Polícia Civil, que também tem apenas ensino médio. Cobertíssimos de razão. E quanto nós, pós-graduados, merecemos? Gandhi não estava disposto a matar, ainda assim estava disposto ao sacrifício, a morrer. Precisamos de professores e de professoras assim.
Campos de Eduardo ou Campos de Concentração? rs
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