A direção do Sintepe concedeu na tarde desta segunda-feira (19) uma entrevista coletiva à imprensa. Na ocasião, foram apresentados dados que comprovam o descumprimento do governo de Pernambuco com relação à aplicação dos recursos da educação do Estado. Como parte do calendário da Semana Mundial pela Educação e da XI Semana Nacional em Defesa e Promoção da Escola Pública, promovida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores de hoje (19) a sexta-feira (25). Este ano o evento recebe como tema: "Piso e Carreira andam juntos.
Um levantamento do Sintepe, com base nos dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE), aponta uma redução nos últimos três anos, nos investimentos feitos pelo governo na educação pública do Estado. Os dados deixam claro, que do total de impostos arrecadados em 2007 e em 2008, 26,02% e 25,84%, respectivamente, foram destinados à educação, levando em consideração que o mínimo obrigatório é de 25%. No entanto, parte desse dinheiro foi destinado ao pagamento de aposentados e o artigo 71 da Lei de Diretrizes e Bases, não considera o recurso para o setor. O fato leva a conclusão de que apenas 22,75% e 23,07% nos anos citados anteriormente [foram realmente investidos].
Em Pernambuco, por exemplo, um professor com normal médio, mais de 30 anos de serviço prestado ao Estado e ministra 30 horas aulas por semana, recebia em dezembro de 2009, R$1.184,36, essa mesma pessoa de janeiro a maio deste ano receberá R$ 1.094,22 e a partir de junho esse valor será 783,75. O presidente do Sintepe, Heleno Araújo sublinha "Houve redução de salários. A parcela da irredutibilidade vai ser descontada a cada reajuste". Segundo o sindicalista, não há interesse por parte do Estado em valorizar os profissionais da educação
Clique aqui e veja a tabela:
Um levantamento do Sintepe, com base nos dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE), aponta uma redução nos últimos três anos, nos investimentos feitos pelo governo na educação pública do Estado. Os dados deixam claro, que do total de impostos arrecadados em 2007 e em 2008, 26,02% e 25,84%, respectivamente, foram destinados à educação, levando em consideração que o mínimo obrigatório é de 25%. No entanto, parte desse dinheiro foi destinado ao pagamento de aposentados e o artigo 71 da Lei de Diretrizes e Bases, não considera o recurso para o setor. O fato leva a conclusão de que apenas 22,75% e 23,07% nos anos citados anteriormente [foram realmente investidos].
Em Pernambuco, por exemplo, um professor com normal médio, mais de 30 anos de serviço prestado ao Estado e ministra 30 horas aulas por semana, recebia em dezembro de 2009, R$1.184,36, essa mesma pessoa de janeiro a maio deste ano receberá R$ 1.094,22 e a partir de junho esse valor será 783,75. O presidente do Sintepe, Heleno Araújo sublinha "Houve redução de salários. A parcela da irredutibilidade vai ser descontada a cada reajuste". Segundo o sindicalista, não há interesse por parte do Estado em valorizar os profissionais da educação
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O diretor do Sintepe e secretário geral da CUT, Paulo Rocha, lembra que com essa falta de incentivo financeiro e de valorização, existe carência de professores nas escolas públicas. "O prejuízo pedagógico é para o aluno. Esse quadro atinge a sociedade como um todo", disparou. No meio de tantas perdas houve ainda, redução nos gastos da verba do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Em 2007, foram gastos 89,89% para o pagamento de pessoal, em 2008 esse índice caiu para 84,13% e no ano passado a redução chegou a 67,46%. Tanto em 2008, quanto em 2009 sobraram cerca de R$ 54 milhões de recursos. Em um cenário como esse, Heleno destaca "Queremos o apoio da sociedade, dos estudantes e das famílias para continuar na luta por uma educação pública de qualidade, e para tirar os professores da condição de pior salário do país". É chegada hora de unir forças e participar das atividades do calendário abaixo, referente a XI Semana Nacional em Defesa e Promoção da Escola Pública.
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