Na verdade, não farei uma análise da obra como deve ser feita. Gostaria, por exemplo, de poder detalhar a parte técnica do trabalho do pintor. No entanto, só uma sólida formação em pintura, inclusive com estudos práticos, atenderia minhas próprias exigências. Porém, a leitura é muito válida para uma apreciação menos profunda desta obra-prima da arte europeia.
O enterro do Conde de Orgaz é a obra-prima de Doménikos Theotokópulos, mais conhecido como El Greco. O trabalho foi encomendado ao pintor para homenagear o Senhor Orgaz que viveu no século XIV e era muito religioso e generoso. Reza a lenda que Santo Agostinho e Santo Estevão estiveram presentes no seu funeral para conduzi-lo ao descanso final.
Esta pintura aparece aqui com uma obra barroca, embora há quem diga que El Greco seja um autor inclassificável em virtude de sua diversidade de estilos. Concordo com isso, mas não por conhecer toda a obra de El Greco, mas porque considero a inclassificabilidade uma característica que poderia ser aplicada a quase todos os grandes autores. No entanto, como a obra situa-se dentro do período do barroco, pelo menos na Europa, e data é algo que conta muito na delimitação do início e do final dos estilos artísticos, não há nenhum mal em apresentá-la como exemplar da referida escola. Eis a pintura:
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| El Greco (Doménikos Theotokópulos). O enterro do Conde de Orgaz. C. 1586. Óleo sobre tela, 480 x 360cm. |
Outro ponto, além da data, que atesta a obra como barroca é o seu teor religioso. No contexto histórico (geográfico também) em que a obra é produzida, a Contrarreforma já se havia iniciado e ela foi mais forte na península ibérica, especialmente na Espanha e isso se reflete no trabalho de El Greco. A arte medieval era essencialmente religiosa, mas ela não possuía esse refinamento e evolução formal. Este vídeo trata da obra e dá mais detalhes:
Há também os detalhes mencionados no vídeo sobre as personagens da pintura com mais precisão nesta apresentação da obra, dividindo-a em duas partes. A primeira, conhecida também como Zona Inferior e a segunda, a Zona Superior:
Neste link, você pode também ver o quadro de forma interativa. Você pode, por exemplo, escolher uma parte da pintura e aumentar várias vezes. Nele há, ainda, informações sobre a obra em língua espanhola:
http://redajo.com/blog/visita-virtual-al-cuadro-del-entierro-del-conde-de-orgaz-del-greco-que-esta-en-la-iglesia-de-santo-tome-de-toledo/
Finalmente, neste próximo link preparado pela Igreja de São Tomé nas línguas espanhola e inglesa, pode-se até mesmo entender um pouco sobre o uso das cores na pintura, além de ter acesso a outras informações importantes dela:
http://www.santotome.org/indexnew-e.html
http://redajo.com/blog/visita-virtual-al-cuadro-del-entierro-del-conde-de-orgaz-del-greco-que-esta-en-la-iglesia-de-santo-tome-de-toledo/
Finalmente, neste próximo link preparado pela Igreja de São Tomé nas línguas espanhola e inglesa, pode-se até mesmo entender um pouco sobre o uso das cores na pintura, além de ter acesso a outras informações importantes dela:
http://www.santotome.org/indexnew-e.html
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Gostei muito do seu blog professor, principalmente desta postagem que trata desta obra de arte a respeito Conde de Orgaz, onde a mesma está relacionada com o nosso estudo na sala de aula por tratar da Escola Barroca.
ResponderExcluirObrigado, Arthur. Você é muito gentil.
ExcluirGostei bastante da análise, principalmente do vídeo, pois analisou pequenos detalhes que olhos destreinados(como os meus) não perceberiam. Parabéns.
ResponderExcluirObrigado, amigo.
ExcluirA análise foi realmente ótima, pois não achei que foi tão superficial como mencionou no início da mesma, mostrou muitos detalhes que desconhecia até o momento e como a obra data do período Barroco, está muito relacionada aos nossos estudos do momento. Um dos fatos que me chamou atenção foi o de que para homenagear uma pessoa, tenham feito uma encomenda para a representação do seu enterro, o que mostra uma das características do Barroco, "a preocupação com a morte", que dependendo da religião, não era considerada um acontecimento ruim. Na imagem ele mostra que a alma quando vai direto ao céu, vai em forma de feto, o que o artista representou bem, inclusive colocando o caminho em forma de útero. Gostei muito da análise.
ResponderExcluirObrigado, Clarice. Fico feliz que tenha gostado.
ExcluirO senhor fez uma maravilhosa análise sobre o quadro, aumentou muito os conhecimentos que já tinha sobre a arte Barroca (especificamente do quadro ''O enterro do Conde de Orgaz), como também fez com que eu adquirisse mais conhecimentos sobre o quadro.
ResponderExcluirGostei muito também pois simplesmente o senhor não se limitou a falar somente do quadro, mas também fez a correspondência das características do quadro com as características do Barroco.
Enfim, gostei muito da análise, meus parabéns.
Obrigado, Adriano. Você é sempre muito aprazível.
ExcluirUma análise bem feita. O que achei interessante foi o autorretrato do próprio autor, como uma forma de deixar sua "marca registrada". Muito plausível.
ResponderExcluirInteressantíssimo! Gostei muito desta postagem e de outras que li neste blog. A análise, como já referido, mostrou mínimos detalhes que, com certeza, não perceberíamos ao observar a obra.
ResponderExcluirPeço que sempre que possível atualize o blog com análises sobre obras de todas as escolas literárias.
Obrigado, Kallynne! Sua opinião é sempre muito importante. Esforçar-me-ei para atender ao seu pedido.
ExcluirA matéria é maravilhosa, pois é uma análise muito bem detalhada, onde faz com que o leitor se sinta bastante interessado e sem contar que é um dos assuntos tratados em sala de aula.
ResponderExcluirParabéns pela riqueza de detalhes .
Obrigado, Lucas. Que bom que gostou!
ExcluirExcelente matéria. Esta é uma obra de grande imponência. O interessante é que embora El Greco tivesse uma diversidade estilística peculiar, ele conseguiu reunir nesta obra, em minha concepção, várias características barrocas como, por exemplo, os traços hiper-realistas na pintura que demonstra já a ideia de exagero. A presença marcante da religiosidade. Além de que, no contexto da época, acreditava-se que após morrer, o indivíduo nasceria de novo, tendo assim uma vida de glória, assim como foi sutilmente representado pela morte de Gonzalo Ruiz, na pintura de El Greco. Parabéns pela matéria.
ResponderExcluirMuito obrigado, Luana!
ExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirParabéns Professor! A matéria estar perfeita. Principalmente por conter uma linguagem de fácil compreensão. Além de se encontar nele texto verbal e não verbal, o vídeo disponibilizado nos permite perceber detalhes que com certeza passaria em branco. O senhor soube realmente chamar a atenção dos leitores.
ResponderExcluirAss: Maria Gabriela
Realmente é uma excelente matéria, essa análise conseguiu me chamar bastante atenção, me deixando no interesse de conhecer mais sobre esses tipos de artes, por detalhar a mesma e ainda conter características barrocas que é o assunto dado em sala de aula. Gostei bastante da sua análise, meus parabéns.
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