sexta-feira, 25 de julho de 2014

Sobre a vitória da Alemanha na copa.

A Seleção Alemã de Futebol venceu a Copa do Mundo da Fifa, mas não foi a vitória do melhor. Foi a vitória do vencedor, pois alguém teria de vencer nem que fosse nos tiros livres. O melhor não empata, não leva sufoco da Argélia, não perde da Itália na Eurocopa de 0 x 2. A Alemanha nem teve competência para estar na Copa das Confederações por essa derrota.

Há quem pense que o tetra foi resultado de um trabalho na Alemanha. Papo furado de quem espera o resultado para tirar a conclusão. Na final da copa, a Argentina perdeu oportunidades claras de gols. O melhor não depende tanto da sorte para vencer, nem leva sufoco de "fracos". As Alemanhas de 2010 e de 2006 e até a de 2002 me impressionaram mais. O detalhe é que não existe um melhor de 3 no futebol. Acho que a partir da semifinal deveria existir. Disseram-me que no basquete existe esse tipo de tira-teimas. Isso eliminaria bastante o fator sorte. Não tenho nada contra a disputa por tiros livres. No entanto, para mim, esses times capengas teriam de vencer várias vezes o adversário para, pelo menos, serem considerados efetivamente os melhores. Isso seria valorização do mérito. 

Para mim, o melhor venceria qualquer outro time quantas vezes fossem necessárias. Por exemplo, em 10 encontros entre esta Alemanha e a Holanda, que não perdeu nenhum jogo nesta copa, quantas vitórias a Alemanha teria? Se ela tivesse 7 vitórias, eu ficaria realmente convencido. As pessoas se contentam com muito pouco. Nesta copa vi piores e vi melhores, mas não vi o melhor.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Análise de 'O enterro do Conde de Orgaz'.

Na verdade, não farei uma análise da obra como deve ser feita. Gostaria, por exemplo, de poder detalhar a parte técnica do trabalho do pintor. No entanto, só uma sólida formação em pintura, inclusive com estudos práticos, atenderia minhas próprias exigências. Porém, a leitura é muito válida para uma apreciação menos profunda desta obra-prima da arte europeia.

O enterro do Conde de Orgaz é a obra-prima de Doménikos Theotokópulos, mais conhecido como El Greco. O trabalho foi encomendado ao pintor para homenagear o Senhor Orgaz que viveu no século XIV e era muito religioso e generoso. Reza a lenda que Santo Agostinho e Santo Estevão estiveram presentes no seu funeral para conduzi-lo ao descanso final.

Esta pintura aparece aqui com uma obra barroca, embora há quem diga que El Greco seja um autor inclassificável em virtude de sua diversidade de estilos. Concordo com isso, mas não por conhecer toda a obra de El Greco, mas porque considero a inclassificabilidade uma característica que poderia ser aplicada a quase todos os grandes autores. No entanto, como a obra situa-se dentro do período do barroco, pelo menos na Europa, e data é algo que conta muito na delimitação do início e do final dos estilos artísticos, não há nenhum mal em apresentá-la como exemplar da referida escola. Eis a pintura:

El Greco (Doménikos Theotokópulos). O enterro do Conde de Orgaz. C. 1586. Óleo sobre tela, 480 x 360cm.

Outro ponto, além da data, que atesta a obra como barroca é o seu teor religioso. No contexto histórico (geográfico também) em que a obra é produzida, a Contrarreforma já se havia iniciado e ela foi mais forte na península ibérica, especialmente na Espanha e isso se reflete no trabalho de El Greco. A arte medieval era essencialmente religiosa, mas ela não possuía esse refinamento e evolução formal. Este vídeo trata da obra e dá mais detalhes:



Há também os detalhes mencionados no vídeo sobre as personagens da pintura com mais precisão nesta apresentação da obra, dividindo-a em duas partes. A primeira, conhecida também como Zona Inferior e a segunda, a Zona Superior:



Neste link, você pode também ver o quadro de forma interativa. Você pode, por exemplo, escolher uma parte da pintura e aumentar várias vezes. Nele há, ainda, informações sobre a obra em língua espanhola:
http://redajo.com/blog/visita-virtual-al-cuadro-del-entierro-del-conde-de-orgaz-del-greco-que-esta-en-la-iglesia-de-santo-tome-de-toledo/

Finalmente, neste próximo link preparado pela Igreja de São Tomé nas línguas espanhola e inglesa, pode-se até mesmo entender um pouco sobre o uso das cores na pintura, além de ter acesso a outras informações importantes dela:
http://www.santotome.org/indexnew-e.html 

quarta-feira, 14 de março de 2012

O que foi o pré-modernismo?

Quando pegamos um livro didático, ficamos sabendo que nas primeiras décadas do século XX, houve uma produção literária que mais tarde se convencionaria chamar pré-modernista. Pois bem, a palavra convenção nesse caso aplica-se perfeitamente, já que não houve na prática, efetivamente, uma escola literária aí, mas escritores que destoaram, cada um por sua conta, do movimento literário então em vigor: o parnasianismo.

1902 é o ano em que Euclides da Cunha publica seu Os Sertões. E por isso, posteriormente, decidiu-se que essa data seria o marco inicial do pré-modernismo. A obra só se encaixa no pré-modernismo pela denúncia social, característica, aliás, precípua das obras que se podem chamar de pré-modernas. A linguagem de Os Sertões é um tanto rebuscada. Não se pode negar que nela há certa influência do parnasianismo. Na verdade, é pela linguagem unicamente, pelo estilo que esse livro vai entrar para a história da literatura, pois não é um trabalho ficcional, uma das exigências indispensáveis da literatura de verdade. A preocupação de Euclides da Cunha com a miséria social dos habitantes de Canudos vai suscitar um fato novo na cenário literário da época que se ocupava, notadamente, no entretenimento das elites.

No entanto, na prática, o parnasianismo não teve seu prestígio afetado por essa obra nem por outras também consideradas pré-modernas: Canaã (1902) de Graça Aranha; Recordações do Escrivão Isaías Caminha (1909) e Triste Fim de Policarpo Quaresma (1911), ambas de Lima Barreto; Urupês (1918), livro de contos de Monteiro Lobato. Os historiadores, portanto, falsearam os fatos para inserir na história da literatura brasileira alguma renovação artística. Isso vale também para a escola que conhecemos como simbolismo.

Desse modo, fica claro que o termo pré-modernismo precisou de muito tempo para poder ser criado. As pessoas não previram o futuro e perceberam que o modernismo estava a caminho, assim como na história dos acontecimentos que só muito depois é que se criaram conceitos como Idade Média. Ela não existia. Não imagine que o homem de 1200 considerava-se medieval. Não havia tal consciência. Diga-se o mesmo para os escritores do pré-modernismo. O que eles sabiam de fato era que estavam fugindo um pouco do lugar comum e da literatura oficial que era a parnasiana e, às vezes, nem isso.

Augustos dos Anjos, conquanto tenha publicado seu livro Eu e Outras Poesias em 1912 e apareça em muitos livros didáticos como pré-modernista (há também quem o considere simbolista), é um autor sem classificação, já que em seus poemas não problematiza nossa realidade sócio-cultural. Isso faz que o pré-modernismo restrinja-se a trabalhos em prosa.

Monteiro Lobato continuou produzindo, mesmo depois de 1922, obras que podem ser consideradas pré-modernistas. Não nos estamos referindo a seus livros infantis, pois eles são uma criação a parte. Não fazem parte do pré-modernismo. Entretanto, A Semana de Arte Moderna implicitamente encerra oficialmente esse período da nossa literatura que, num certo sentido, foi criado mais pelos historiadores que pelos escritores da época.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

João dá as costas para os professores do Recife

Os professores da Rede Muncipal de ensino vão entrar em greve, porque João da Costa não quer pagar o piso nacional. No Brasil, ninguém respeita a lei. Só o povo tem de fazer isso. Ou respeita a lei ou vai pra cadeia. Greve é sempre bom, ao contrário do que pensam alguns idiotas reacionários. Ninguém consegue o que quer rezando. Tem de ir pra luta mesmo.

A greve pode nem resolver, mas com ela pode-se boicotar um governo injusto.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

13 de Maio: Dia da Abolição da Escravatura

Hoje faz 122 anos que a escravidão foi abolida oficialmente do Brasil. Se a Igreja Católica pudesse, o negro ainda não teria alma. Porém, o que é importante compreender é que, com o salário mínimo pago no Brasil atualmente, o povo vive nas favelas à maneira de escravo. Visite as favelas e você poderá ver que elas estão abarrotadas de negros. Por quê? São os descendentes dos antigos escravos. Sendo assim, do ponto de vista prático, a escravidão ainda não terminou completamente e quem ainda mais sofre com ela é o negro.

Depois da Revolução Industrial, começou-se a perceber que ter um escravo custava muito caro. Outro problema é que eles não recebiam salário. E, por isso, não poderiam comprar a produção capitalista. Foi assim que resolveram, especialmente a Inglaterra, país pioneiro na revolução industrial, terminar com a escravidão. Não foi por bondade ou porque perceberam que não era justo fazer aquilo. A Princesa Isabel não tem nenhum mérito nessa história toda. E para os negros que frequentam nossas salas de aula e para os pobres, independentemente da cor, ela está longe de acabar. O povo brasileiro ainda não sabe o que é um 13 de Maio.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Salário dos professores

O professor Antônio Paixão diz que o Governo do Estado não reajustou o salário dos professorem em 93%, pois seu salário em janeiro de 2007, era de R$ 933, 90 e, atualmente, é de R$ 1.203, 54. E isso não dá esse percentual. "O que o Governo esconde é que, para chegar a essa fançanha, somou os quinquênios, diminuiu a gratificação do Magistério, que antes era de 60% e, hoje, é de 20%", explicou Paixão.

Publicado ipsis litteris na Folha de Pernambuco de 7 de maio de 2010, Grande Recife. Não está disponível na versão virtual do jornal.

Para esse professor ganhar isso, deve ter mais de dez anos de trabalho no Estado. E R$ 1.203, 54 é seu salário bruto. Como se pode ver, Eduardo Campos acredita na máxima "Uma mentira dita repetidamente torna-se uma verdade".

Vocês preferem seis ou meia dúzia?

Tá aí um ótimo exemplo de pergunta retórica, aquelas não são feitas para serem respondidas. O professor do Estado de Pernambuco realmente não tem opção na hora de votar. Se Eduardo ganhar, sofreremos mais quatro anos. Se Jarbas ganhar, existe a vantagem de poder vingar-se de Eduardo Campos, mas aí o sofrimento pode durar o dobro: oito anos. Quem quiser, pode arriscar nas terceiras vias que há. Dificilmente ganharão. A vitória numa eleição envolve dinheiro acima de tudo. E se ganhassem, mudariam a condição do professor?

Já vi presidente do Brasil que foi  professor, já vi presidente do Brasil torneiro mecânico. Que diferença fará a profissão do próximo presidente para a educação neste país? Que diferença faz quem será o governador? Lula melhorou muita coisa, construiu muitas escolas técnicas e universidades no interior. Porém, o professor, mesmo universitário, ainda ganha muito pouco, se levarmos em conta sua formação. E o brasileiro em geral continua analfabeto.

Com o que ganha, nem mesmo o professor acredita na educação. E para o professor do Estado de Pernambuco não há esperança. A única solução parece mesmo ser sair. Louvados sejam os médicos do Estado que, em 2008, pediram demissão. Abençoados sejam por terem condições de fazer isso. Espero que estejam bem, seja onde for que estiverem. Porém, se os professores pudessem fazer isso, nem adiantaria. Qualquer um seria contratado para dar aula. As aulas não são para ninguém aprender, são para mostrar na imprensa que há aula. Um povo, cuja fonte de informação é apenas o que sai na televisão e na imprensa em geral, está completamente perdido. Com esses candidatos ao governo de Pernambuco, estamos todos de luto.

Professor, boa sorte!

sexta-feira, 30 de abril de 2010

LEI Nº 11.738, DE 16 DE JULHO DE 2008.

Vale a pena dar uma olhada na Lei, porque o valor de R$ 950,00 era, em 2008, para professores com nível médio: "Art. 2º O piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica será de R$ 950,00 (novecentos e cinqüenta reais) mensais, para a formação em nível médio, na modalidade Normal, prevista no art. 62 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional". Em verdade, o Governo estadual não está pagando esse valor nem para os docentes de nível superior, já que o base ainda não chega a R$ 950, 00. E os profissionais que possuem apenas 150h/a estão ganhando muito abaixo desse valor. Porém, o valor não é proporcional, ele é o valor mínimo a ser pago: "§ 1º O piso salarial profissional nacional é o valor abaixo do qual a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios não poderão fixar o vencimento inicial das Carreiras do magistério público da educação básica, para a jornada de, no máximo [e não no mínimo], 40 (quarenta) horas semanais". E já estamos em 2010. Acho que daqui a uns dez anos, esse piso será pago. E creio que o salário do professor em Pernambuco, quando esse momento chegar, estará igual ao mínimo. Ou seja, receberemos essa valor pela lei que regulamenta o salário mínimo nacional, e não o salário mínimo do professor. Estão vendo o que vocês são para Eduardo Campos? Professor vai ganhar o que estiver ganhando qualquer trabalhador brasileiro, igual àqueles que mal concluíram o ensino fundamental. Porém, vai ser dada sempre uma distanciazinha do mínimo para não chocar os mais emotivos.

http://www.planalto.gov.br/ccivil/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11738.htm

SINTEPE comenta propaganda recente do governo

Neste link há uma nota do SINTEPE rechaçando o que o Governo publicou nos jornais locais na última segunda-feira. Vale a pena dar uma olhada. Gostaria de ter resumido aqui para vocês, mas há informação demais.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Humberto Costa vai fundar novo partido...

Na minha opinião, Humberto Costa deveria fundar o PG (Partido do Governo). Ora, se um partido, que se intitula dos trabalhadores, não fica do lado deles, qual o sentido do nome? Jorge Peres achou a moção de repúdio incoerente, porque o PT apoia o Governo, será que o nome do partido é coerente? E pela notícia que você poderá ler nos links logo abaixo, o problema no PT é mesmo a sua ala majoritária, ou seja, se você é trabalhador, e não vê o voto nulo como uma boa opção, escolha outro partido para você, já que essa ala é que está tomando as decisões. Acho que no cenário pernambucano só há dois partidos, o PSOL e o PSTU. Se estiver errado, alguém me corrija. No entanto, não faço parte deles e temo que se tornem um dia, caso cheguem ao poder, o novo PT. Não seria impossível, mas não posso acusá-los de algo que ainda não aconteceu. O PSOL foi criado por pessoas que não aceitaram a postura do PT quando este chegou ao poder. Seria muita incoerência se meu prognóstico um dia se verificasse, mas a palavra incoerência existe para quê?


Líder pede intervenção no PT pernambucano


Jorge Perez [presidente estadual do PT] garante não temer ameaça





Carta enviada por professor do Estado

Um colega me pediu por email para comentar no blog os assuntos dos quais ele trata abaixo. Para ser mais fiel ao texto, preferi não comentar apenas, mas colocar aqui o texto integral da carta. A conclusão que tiro disto tudo é de que devemos repensar nossa presença na festa. Ter de fazer a monografia trabalhando foi mesmo muito injusto e também estou passando pela mesma situação. Faz semanas que não trabalho nela por causa das cadernetas.

"Faço pós-graduação na UFPE promovida pela Secretaria de Educação. Ao final das aulas, em março, nos foram dados três meses para escrever a monografia. No entanto, negaram-nos o direito de afastamento de sala de aula para produzir o tão longo e trabalhoso texto. Nos disseram que a obrigação era nossa de conseguir professores para ficar em nossos lugares. Foram idas e voltas na secretaria, protocolos, queixas... No que deu??? Não liberaram o afastamento de 50%, garantidos por lei!!!! Absurdooooo! E simplesmente vamos ter que nos virar, nos calar. Sabe porque? Está marcado já com o governador Eduardo Campos uma grande "festa" de encerramento dos cursos de pós. Temos que entregar no prazo e pronto. Como vamos fazer? Temos 2 vínculos, 3 horários trabalhando. Final de semana com provas, cadernetas, preparação de aula. Esse governador nos faz de idiota, seus assessores nunca foram a uma sala de aula. Vamos perder a oportunidade de conseguir uma pós-graduação, por indiferença desse governo ditatorial."

terça-feira, 27 de abril de 2010

Este é Humberto Costa

Humberto Costa não pode receber voto de um único professor sequer. Ele não respeita nem os integrantes de seu partido. Respeitará quem? Não se esqueçam de que Isaltinho Nascimento também  despreza os trabalhadores da educação. No penúltimo parágrafo da matéria, mostra-se qual foi o comportamento dele. Destaco aqui que o Diário de Pernambuco aliviou muito a cara de Humberto, se compararmos com a matéria da Folha de Pernambuco. Um jornal considerado de baixa qualidade por muitos foi mais fiel aos fatos do que o Diário.

"[...] Humberto tornou-se o alvo da insatisfação de parte dos petistas por ter sido o principal articulador da alteração do documento [retirada da nota de repúdio a Eduardo Campos por massacrar os professores], após conversa com interlocutores do governador Eduardo Campos (PSB). "Ele defendeu a retirada de 100% da moção enquanto outros tentavam uma saída negociada", disse Edimilson Menezes, da corrente O Trabalho, presente à reunião a portas fechadas de sábado. O texto condenava o tratamento do governo estadual aos trabalhadores em educação e foi aprovado por unanimidade pelo plenário. [...]"

http://www.diariodepernambuco.com.br/2010/04/27/politica6_0.asp

Humberto Costa traiu até o PT

Boa-tarde, meus amigos!

Selecionei mais uma matéria relacionada com a moção de repúdio a Eduardo Campos. Fica claro nela que Humberto Costa traiu até seus companheiros petistas. Fico feliz de ver que no PT ainda há gente decente. Importante seria se Tereza Leitão tivesse apoiado nossa causa, mas em postagens anteriores vocês podem ver que ela ficou do lado do governador. Acessem por este link:

http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-politica/563509?task=view

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Professora indignada envia carta ao Diário de Pernambuco

Só propaganda

É lamentável ver o governador dizer na sua propaganda que está melhorando a educação pública de Pernambuco. Melhorando como? A maioria das escolas está sucateada, professores e alunos "morrendo de calor" porque quando há ventiladores, os mesmos não são suficientes ou estão quebrados, não temos sequer água para beber! Temos que fazer "cotinha" para comprar água porque a Secretaria de Educação nem lembra que professores e alunos são pessoas e pessoas precisam beber água. Pernambuco continua sendo o estado do Brasil que paga o pior salário para os professores e isso não é informação minha não, é do próprio MEC e o piso salarial que o governo tanto alardeia na mídia na verdade não é pago mesmo! Só propaganda para gringo ver. Pra conferir esta informação basta ter acesso ao contracheque de qualquer professor. Carla Simone - Recife

A carta foi originalmente publicada no link abaixo:


Em entrevista Humberto Costa reafirma descompromisso com os trabalhadores da educação

No Encontro Estadual do PT, uma moção de repúdio ao Governo do Estado - do qual o senhor fez parte [entenda-se: fez parte do governo, não da moção] - foi aprovada. Fato que acabou constrangendo membros da mesa. Como o senhor viu esse episódio?


Foi uma situação circunstancial. Essa moção já havia sido rejeitada em outra discussão. As circunstâncias acabaram permitindo que ela fosse apresentada ontem (no último sábado). Mas, numa demonstração de maturidade, as principais lideranças políticas do PT reafirmaram a posição do partido que todos sabem que é de apoio ao Governo e de rejeição a essa moção.

Não era esse elemento que queria ser governador? Se você quiser ver a entrevista completa dele, de onde eu tirei esse trecho, aí vai o link:

http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-politica/563290?task=view

A moção de repúdio de alguns petistas a Eduardo Campos na Folha de Pernambuco

Ainda sobre a moção da postagem anterior. No link abaixo, você pode ver o mesmo assunto sendo tratado com outros detalhes. Humberto deu mesmo as costas para nós:

http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-politica/563288?task=view

domingo, 25 de abril de 2010

Eduardo Campos é criticado pelo massacre aos professores e Humberto Costa despreza a categoria

A leitura desta notícia vale a pena, pois no relatório do encontro estadual do PT havia uma moção de repúdio à destruição do PCC dos professores pelo governador do Estado. Eduardo Campos ficou irado e queria que mudassem o texto. Pedido atendido. Será que a verdade dói? Humberto Costa concordou com ele. Visando ao Senado Federal, a última coisa em que o petista pensa no momento é nos trabalhadores. Tereza Leitão quer a união do PT em prol de Humberto Costa. Percam meus queridos, percam o tempo de vocês escolhendo um cadidato probo e indo votar! O projeto político desses elementos é unicamente pessoal. Acessem pelo link abaixo:

http://www.diariodepernambuco.com.br/2010/04/25/politica9_0.asp#

quarta-feira, 21 de abril de 2010

SINTEPE na mídia 19/04/2010 (recebido por email)

A direção do Sintepe concedeu na tarde desta segunda-feira (19) uma entrevista coletiva à imprensa. Na ocasião, foram apresentados dados que comprovam o descumprimento do governo de Pernambuco com relação à aplicação dos recursos da educação do Estado. Como parte do calendário da Semana Mundial pela Educação e da XI Semana Nacional em Defesa e Promoção da Escola Pública, promovida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores de hoje (19) a sexta-feira (25). Este ano o evento recebe como tema: "Piso e Carreira andam juntos.

Um levantamento do Sintepe, com base nos dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE), aponta uma redução nos últimos três anos, nos investimentos feitos pelo governo na educação pública do Estado. Os dados deixam claro, que do total de impostos arrecadados em 2007 e em 2008, 26,02% e 25,84%, respectivamente, foram destinados à educação, levando em consideração que o mínimo obrigatório é de 25%. No entanto, parte desse dinheiro foi destinado ao pagamento de aposentados e o artigo 71 da Lei de Diretrizes e Bases, não considera o recurso para o setor. O fato leva a conclusão de que apenas 22,75% e 23,07% nos anos citados anteriormente [foram realmente investidos].

Em Pernambuco, por exemplo, um professor com normal médio, mais de 30 anos de serviço prestado ao Estado e ministra 30 horas aulas por semana, recebia em dezembro de 2009, R$1.184,36, essa mesma pessoa de janeiro a maio deste ano receberá R$ 1.094,22 e a partir de junho esse valor será 783,75. O presidente do Sintepe, Heleno Araújo sublinha "Houve redução de salários. A parcela da irredutibilidade vai ser descontada a cada reajuste". Segundo o sindicalista, não há interesse por parte do Estado em valorizar os profissionais da educação

Clique aqui e veja a tabela:

O diretor do Sintepe e secretário geral da CUT, Paulo Rocha, lembra que com essa falta de incentivo financeiro e de valorização, existe carência de professores nas escolas públicas. "O prejuízo pedagógico é para o aluno. Esse quadro atinge a sociedade como um todo", disparou. No meio de tantas perdas houve ainda, redução nos gastos da verba do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Em 2007, foram gastos 89,89% para o pagamento de pessoal, em 2008 esse índice caiu para 84,13% e no ano passado a redução chegou a 67,46%. Tanto em 2008, quanto em 2009 sobraram cerca de R$ 54 milhões de recursos. Em um cenário como esse, Heleno destaca "Queremos o apoio da sociedade, dos estudantes e das famílias para continuar na luta por uma educação pública de qualidade, e para tirar os professores da condição de pior salário do país". É chegada hora de unir forças e participar das atividades do calendário abaixo, referente a XI Semana Nacional em Defesa e Promoção da Escola Pública.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Campos para extermínio dos professores

Assisti pela segunda vez ao filme Gandhi (1982) e fiquei novamente impressionado como aquele homenzinho empreendeu uma luta contra as injustiças que vivia: o racismo e a colonização britânica. Entretanto, não foi nada fácil. Diversas vezes tentaram calá-lo com prisões injustas. E, ao fim da vida, um radical indiano o assassinou. Apesar disso, a postura de Gandhi continua sendo um grande exemplo para todos nós.

Recentemente Eduardo Campos criou e fez aprovar-se uma lei que reduz os ganhos de parte dos professores. Não é de hoje que os docentes do Estado de Pernambuco são massacrados. Jarbas também soube oprimir essa classe como poucos. No entanto, Eduardo Campos, o neto de Arraes, está tentando e sendo muito exitoso na superação de Jarbas nesse quesito. O salário que o governador oferece ao professor não permite que este tenha uma conta telefônica ou de internet. Mencionar carro aqui seria loucura. Os que possuem esses bens ou ganharam ou têm dois ou três empregos. Trabalham não raro de domingo a domingo. Imaginem um professor com uma mulher e três filhos. Ambos professores do Estado de Pernambcuo. Ou se matam de trabalhar, ou passam fome. Esses intelectuais estariam proibidos de pensar e de estudar. A classe política estadual precisa de um professor que não reflita, que não leia, pois é ele quem lida diretamente com o povo. Um professor despreparado não dispõe de condições de transformar a consciência popular, de acordar a população para seus direitos e para sua força. O professor pernambucano, para falar de nossa situação, está cada vez mais ele próprio parecido com o povo: miserável e alienado. Não filosofa quem mal tem o que comer.

Eduardo, embora pose de socialista, aprendeu bastante com a extrema direita. Apesar de já ter lido tanto sobre o nazismo, não saberia afirmar com segurança se Josef Goebbels foi tão bem sucedido na manipulação da propaganda quanto o neto de Arraes. Eduardo compra o Travessia à Rede Globo e distribui os três maiores jornais em circulação em Pernambuco para os professores. Ele não fez licitação com os jornais para saber qual seria mais barato, nem perguntou aos professores qual eles gostariam de receber. Se procedesse dessa forma, ele correria o risco de desagradar a alguém na imprensa pernambucana. Fato é que a grande imprensa local hoje vende ao governo. E “o cliente tem sempre razão”.

A indignação dos professores é grande, mas fica abafada no peito, com exceção dos poucos colegas que ainda estão empenhando algum esforço para mudar esta situação. O professor, por conhecer um pouco a lei e os livros, tornou-se muito domesticado. Tornou-se inofensivo. Muita gente fica impressionada como os policiais militares, muitos têm o ensino fundamental, pois os concursados com ensino médio não são a única realidade na PM, conseguiram um salário que é o dobro dos vencimentos dos docentes pernambucanos. Ora, a polícia trabalha com uma arma na mão. Estão afeitos à luta, a matar ou morrer ou a ver morrer. Se o governador se metesse a besta com eles, não seria apenas com discurso que tentariam mudar a situação. Na época de Arraes, na greve da polícia, os militares chegaram a trocar tiros entre si na luta por seus direitos. Não basta estar com a razão para obter-se um salário digno. Há alguns dias a PM desarmada fez uma marcha, porque os vencimentos deles não foram igualados ao da Polícia Civil, que também tem apenas ensino médio. Cobertíssimos de razão. E quanto nós, pós-graduados, merecemos? Gandhi não estava disposto a matar, ainda assim estava disposto ao sacrifício, a morrer. Precisamos de professores e de professoras assim.